quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Falar ou escrever sobre a morte

É sempre estranho escrever ou falar sobre a morte, especialmente nos tempos modernos onde se valoriza muito as coisas materiais e principalmente a globalização.
A maioria dos jovens são poupados do enfrentamento dessa realidade que ocorre todos os dias, as vezes até em massa. Não velamos mais nossos mortos em casa e as crianças, bem como nossos adolescentes, não acompanham sequer as cerimônias fúnebres. É como se não existissem cemitérios, crematórios, capelas etc. Assim,vê-se claramente que " A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística." A televisão e noticiários fazem da morte um instrumento de IBOPE. Morrem 200 no acidente da TAM, mais tantos no metrô de São Paulo, mais outros tantos de bala perdida no Rio de Janeiro, não sei mais quantos nos sucessivos ataques nas guerras seja no Paquistão, na Palestina, no Iraque e agora muito mais no Quênia.As noticias de morte aparecem a toda hora. É um massacre de informações que passam sucessivamente e que a maioria das pessoas engolem mais não fazem a digestão. Meu propósito nesse blog é fazer a digestão da morte. Tratá-la em toda sua extensão. Há quem diga que mastigar a morte todos os dias é morrer muitas vezes. Existe até adágios consagrados como este " É mais fácil suportar a morte sem pensar nela do que suportar o pensamento da morte sem morrer. (Blaise Pascal)Discordo. Na verdade, pensar na morte não é uma trajédia, pode se tornar um ponto de equilibrio para suportarmnos os trancos da vida. Como poderíamos reagir diante de uma noticia sobre termos uma doença fatal ? como seria melhor ? preparados para a morte ou totalmente despreparados ? reflitam.!

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