domingo, 6 de janeiro de 2008
Um dia maravilhoso
Foi lindo e gostoso o dia hoje...Estivemos na praia de manhã no Bar do Clóvis। A noite estivemos em Olinda nas ladeiras, na multidão, nas prévias do carnaval...ritmos variados, frevo com orquestra e passistas coloridas nas ruas, maracatu, samba, tambores rufando, gente bonita de todas as idades percorrendo as ruas históricas, uma alegria contagiante। Estivemos o dia todo com um casal amigo, tanto na praia como em Olinda. Jocélio e Rivane. Ótimas companhias. É muito bonita a nossa amizade. Já tem algum tempo que passamos juntos o verão no nordeste. Também passamos com eles o Natal e o Reveillon.Apesar de tudo não deixei de pensar na morte. Me acostumei a pensar nela diariamente, sem nenhum medo ou constrangimento. Acho até que esses pensamentos diários me fortalecem. Seria um mecanismo de defesa? acho que não, mecanismos de defesa atuam diante da possibilidade real mas esses pensamentos já fazem parte de meu cotidiano e me sinto mais feliz assim. Ah ! a noite ao voltar de Olinda telefonei para minha filha Luciana, pois hoje é seu aniversário, e pelo que tudo indica me dará um neto ou neta no próximo mês de julho. Vejam: Nascer e Morrer, tudo faz parte da vida.
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4 comentários:
Ficamos FELIZES,Por termos sido citados em:UM DIA MARAVILHOSO, esperamos ter muitos "anos" maravilhosos. Nós amamos você!
Valeu...gente Valeu ! nós também... Nota dez pra nossa amizade.
Transmutação
Nascemos carne, e a cada dia
Nos vamos transformando em sonho...
Há sempre um patamar tristonho
Na escada em que antes não havia
Há sempre um quarto em que vivemos E nunca vimos...
Sempre há um morto
Que bate à porta
Há sempre um porto
Que jamais houve e de onde viemos
Há uma manhã cinza na feira
Que não se acaba há muitos anos
Há uma mulher, nua entre panos
Que não é nossa a vida inteira
O tempo espera, inalterado
Como um licor, que nós subamos
Por ele abaixo, nós que vamos
Descendo-o acima em passo ousado
Atrás há a aurora
À frente, o nada!...
No meio, a confusão das luas
Ah! quem voltasse às mesmas ruas
Em senso inverso, até a entrada
Quem desse as costas à saída
Certa e voraz, e, dessa sorte
Fosse afastando-se da morte
Até a primeira hora da vida e seu mistério...
E se encarnasse nos seus eus ídos, E fugisse...
Por si acima, até que ouvisse
O choro antigo, e ainda o passasse
Nascemos carne, e ao sonho vamos...
Somos o fio, que desfaz toda a tapeçaria, mas...
Quem é que o puxa
Nem sonhamos!...
Vamos fazendo-nos de ar de crianças rijas que já fomos
Vamos como explodindo em gomos
De ser, um fruto a se espalhar
Nossos amigos são de vento
Cada vez mais,as nossas casas Grãos que o sol doura
Soam asas no nosso cofre mais Sedento...
Para isso apenas nos geraste
Para ser sonho, mães de sonho
Há sempre um pássaro medonho
Nos nomeando entre umas hastes
Há sempre um baile de sumidos
Na íntima praça inexistente
Há um branco sol sempre presente
Na noite em que vamos perdidos
Há um rosto cruel que nos exorta
E escadas, e a manhã na feira
Que vai durando a vida inteira
Há o patamar
E um beijo
E a porta...
(Alexei Bueno)
'O corpo serve para voar, sempre que a dor se deixe amar...'
Um beijo
Ana
Meu amigo João Bosco,
Tudo realmente faz parte da vida... lindo texto, principalmente pela verdade, simples e direta.
E, a cada momento de nossa vida, escolhemos como este será vivido.
HOJE, eu escolho ser feliz!
Parabéns pelo belo site!
Roberley Antonio
http://www.roberleyantonio.com
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