terça-feira, 15 de janeiro de 2008
OLINDA - PATRIMONIO DA HUMANIDADE - DOM HELDER CAMARA
Hoje estive na SÉ e visitei o túmulo de Dom Helder Câmara(O DOM DA PAZ), que faleceu em 1999... A paz do interior da Igreja e a beleza do túmulo me fizeram muito bem ...Tudo isso aconteceu após ter comido uma tapioca de côco no Alto da Sé e contemplar a vista panorâmica de Olinda e Recife. Um lugar incomum, único e magestoso.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
A morte - Segundo Augusto dos Anjos
" Tome Dr. esta tesoura e corte,
A minha singularissima pessoa,
O que me importa que a bicharada roa,
Todo meu coração depois da morte... "
Essa é a consciência de que a matéria não vale nada na concepção do poeta Augusto dos Anjos.
A minha singularissima pessoa,
O que me importa que a bicharada roa,
Todo meu coração depois da morte... "
Essa é a consciência de que a matéria não vale nada na concepção do poeta Augusto dos Anjos.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
José de Alencar - Nosso Vice-Presidente
Hoje pela manhã fui surpreendido com a noticia sobre o estado de saúde do Sua Excia. José de Alencar. Na verdade, ele retirou pela segunda vez um tumor abdominal. Nota-se claramente que a doença prossegue. Ele apareceu na TV e falou sobre o novo pacote de impostos pós CPMF. Preciso e calmo nosso Vice Presidente falou que não se pode tratar as coisas com remendos, ou seja o novo pacote trata de tapar o sol com a peneira e que a solução é tratar com responsabilidade a questão tributária. Permita-me Sr.Vice Presidente a advertí-lo sobre sua saúde. Sei que está sendo assistido pela medicina mas, em se tratando de CANCÊR os profissionais geralmente seguem estatísticas(remendos). CANCER, dizem os médicos mais sensatos é a doença de DEUS nunca se sabe exatamente o que vai acontecer. O Senhor sabe exatamente que tipo de CANCER tem ? Os médicos lhe disseram claramente qual é o tipo ? Qual o tipo determinado pelas biopses ? Isso de saber sobre o tipo não é remendo ... Uma pessoa lúcida como o Senhor tem o direito de saber o que tem exatamente. O Pais precisa de pessoas lúcidas como o Senhor que fala e diz que não gosta de remendos. Como CANCER é a doença de DEUS sei que ELE fará o que achar melhor para o Senhor. Cuidado com remendos. Na Medicina, assim como na Politíca, têm muitos.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Um dia maravilhoso
Foi lindo e gostoso o dia hoje...Estivemos na praia de manhã no Bar do Clóvis। A noite estivemos em Olinda nas ladeiras, na multidão, nas prévias do carnaval...ritmos variados, frevo com orquestra e passistas coloridas nas ruas, maracatu, samba, tambores rufando, gente bonita de todas as idades percorrendo as ruas históricas, uma alegria contagiante। Estivemos o dia todo com um casal amigo, tanto na praia como em Olinda. Jocélio e Rivane. Ótimas companhias. É muito bonita a nossa amizade. Já tem algum tempo que passamos juntos o verão no nordeste. Também passamos com eles o Natal e o Reveillon.Apesar de tudo não deixei de pensar na morte. Me acostumei a pensar nela diariamente, sem nenhum medo ou constrangimento. Acho até que esses pensamentos diários me fortalecem. Seria um mecanismo de defesa? acho que não, mecanismos de defesa atuam diante da possibilidade real mas esses pensamentos já fazem parte de meu cotidiano e me sinto mais feliz assim. Ah ! a noite ao voltar de Olinda telefonei para minha filha Luciana, pois hoje é seu aniversário, e pelo que tudo indica me dará um neto ou neta no próximo mês de julho. Vejam: Nascer e Morrer, tudo faz parte da vida.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Comprar a Vida - Tam Huyen Van
A Vida não pode ser comprada. E a Morte definitiva, – este assustador conceito associado ao terrível fim, ao imenso vazio – esta, acredite, apenas ocorrerá com aqueles que nunca souberam enxergar além de si mesmos.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Se eu morresse amanhã de manhã - Antonio Maria
Sobre a música de Antonio Maria que serve de fundo desse blogger há uma interpretação que acho interessante. Cabe notar, que o Autor não teme a morte. Apenas queixa-se de uma vida sem importancia, sem que seja lembrado. Acho, que as pessoas não temem a morte mas sim passar pela vida e não ter um significado. E qual seria esse significado ? para si ou para os outros ? Não seria apenas cultural desejarmos sermos importantes para os outros ? Não seria melhor sermos importantes para DEUS ?
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Falar ou escrever sobre a morte
É sempre estranho escrever ou falar sobre a morte, especialmente nos tempos modernos onde se valoriza muito as coisas materiais e principalmente a globalização.
A maioria dos jovens são poupados do enfrentamento dessa realidade que ocorre todos os dias, as vezes até em massa. Não velamos mais nossos mortos em casa e as crianças, bem como nossos adolescentes, não acompanham sequer as cerimônias fúnebres. É como se não existissem cemitérios, crematórios, capelas etc. Assim,vê-se claramente que " A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística." A televisão e noticiários fazem da morte um instrumento de IBOPE. Morrem 200 no acidente da TAM, mais tantos no metrô de São Paulo, mais outros tantos de bala perdida no Rio de Janeiro, não sei mais quantos nos sucessivos ataques nas guerras seja no Paquistão, na Palestina, no Iraque e agora muito mais no Quênia.As noticias de morte aparecem a toda hora. É um massacre de informações que passam sucessivamente e que a maioria das pessoas engolem mais não fazem a digestão. Meu propósito nesse blog é fazer a digestão da morte. Tratá-la em toda sua extensão. Há quem diga que mastigar a morte todos os dias é morrer muitas vezes. Existe até adágios consagrados como este " É mais fácil suportar a morte sem pensar nela do que suportar o pensamento da morte sem morrer. (Blaise Pascal)Discordo. Na verdade, pensar na morte não é uma trajédia, pode se tornar um ponto de equilibrio para suportarmnos os trancos da vida. Como poderíamos reagir diante de uma noticia sobre termos uma doença fatal ? como seria melhor ? preparados para a morte ou totalmente despreparados ? reflitam.!
A maioria dos jovens são poupados do enfrentamento dessa realidade que ocorre todos os dias, as vezes até em massa. Não velamos mais nossos mortos em casa e as crianças, bem como nossos adolescentes, não acompanham sequer as cerimônias fúnebres. É como se não existissem cemitérios, crematórios, capelas etc. Assim,vê-se claramente que " A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística." A televisão e noticiários fazem da morte um instrumento de IBOPE. Morrem 200 no acidente da TAM, mais tantos no metrô de São Paulo, mais outros tantos de bala perdida no Rio de Janeiro, não sei mais quantos nos sucessivos ataques nas guerras seja no Paquistão, na Palestina, no Iraque e agora muito mais no Quênia.As noticias de morte aparecem a toda hora. É um massacre de informações que passam sucessivamente e que a maioria das pessoas engolem mais não fazem a digestão. Meu propósito nesse blog é fazer a digestão da morte. Tratá-la em toda sua extensão. Há quem diga que mastigar a morte todos os dias é morrer muitas vezes. Existe até adágios consagrados como este " É mais fácil suportar a morte sem pensar nela do que suportar o pensamento da morte sem morrer. (Blaise Pascal)Discordo. Na verdade, pensar na morte não é uma trajédia, pode se tornar um ponto de equilibrio para suportarmnos os trancos da vida. Como poderíamos reagir diante de uma noticia sobre termos uma doença fatal ? como seria melhor ? preparados para a morte ou totalmente despreparados ? reflitam.!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Rubem Alves
Dizem as escrituras sagradas:
"Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer".
A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.
"Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer".
A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Meu pensamento
* O homem fraco teme a morte, o desgraçado a chama; o valente a procura. Só o sensato a espera. (Benjamin Franklin)
É isso. Me sinto sensato a espera da morte. Procuro me fortalecer a cada dia para o inevitável. Acho, que devemos nos preparar para a morte assim como devemos nos preparar para a aposentadoria, ou seja; para que não cheguemos a nova etapa sem rumo.
Minhas convicções religiosas, enraizadas desde a infância, minha formação em um Colégio Diocesano (Católico)) sob a direção do inesquecível Mons. Adelmar da Mota Valença, os exemplos de minha avó Ignês Lins Cavalcanti bem como as experiências vividas até o momento, me trazem uma bagagem refletida de que é preciso voltar-me para esse enfoque, reservando diariamente um certo tempo de reflexão e análise sem perder o gosto por essa vida.
Faço isso verdadeiramente, entendendo a morte como uma benção. Com efeito, há de existir um mundo muito melhor que este, onde não se tenha mêdo, que não haja mudança de tempo nem limitação de espaço.
É isso. Me sinto sensato a espera da morte. Procuro me fortalecer a cada dia para o inevitável. Acho, que devemos nos preparar para a morte assim como devemos nos preparar para a aposentadoria, ou seja; para que não cheguemos a nova etapa sem rumo.
Minhas convicções religiosas, enraizadas desde a infância, minha formação em um Colégio Diocesano (Católico)) sob a direção do inesquecível Mons. Adelmar da Mota Valença, os exemplos de minha avó Ignês Lins Cavalcanti bem como as experiências vividas até o momento, me trazem uma bagagem refletida de que é preciso voltar-me para esse enfoque, reservando diariamente um certo tempo de reflexão e análise sem perder o gosto por essa vida.
Faço isso verdadeiramente, entendendo a morte como uma benção. Com efeito, há de existir um mundo muito melhor que este, onde não se tenha mêdo, que não haja mudança de tempo nem limitação de espaço.
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